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terça-feira, 3 de abril de 2012

[dissertação/argumentação] Texto

Hoje em dia, ler o jornal de manhã ou consultar as notícias pela internet pode ser uma experiência desagradável para qualquer um. Bombas terroristas no Oriente Médio, os ataques de Israel contra Gaza, as enchentes no Brasil, a recessão nos Estados Unidos, a crise econômica mundial, o genocídio em Darfur, as revoltas sociais pipocando pelo planeta. Para milhões de pessoas, esses pequenos fatos dramáticos da vida cotidiana indicam uma tragédia terrível – o fim do mundo.
A boataria sobre o fim do mundo previsto para 2012, baseado no Calendário Maia, está crescendo cada vez mais em popularidade entre as pessoas em geral, em vista da proximidade da data, e também pelo momento atual que estamos atravessando, que tem sido particularmente difícil no mundo graças à crise econômica mundial (devido às políticas irresponsáveis de Bush).
E agora muitos religiosos ficam profetizando que o fim do mundo está chegando, que estamos nos últimos dias, que logo vai ser a hora do Juízo Final, que o retorno de Jesus é iminente, e que a cada dia se vêem mais e mais sinais do Apocalipse.
Vocês mesmos já ouviram isso inúmeras vezes em conversas do dia a dia, em pregações, já leram várias vezes na Internet e em diversas mídias impressas, já assistiram reportagens e documentários sobre o assunto, e alguns de vocês já até acreditaram nessas coisas, e muitos outros nem acreditam nessas bobagens e não levam a sério.
Porém, muitos fins de mundo já foram previstos, profetizados, tiveram as suas datas marcadas, muitas pessoas acreditaram, falou-se muito sobre o assunto, criaram-se inúmeras expectativas, e os dias vieram e passaram, e nada aconteceu, para decepção geral dos que acreditavam nessas coisas. Acabam caindo em descrédito, e ainda por cima ficam amargurados com a sensação de que fizeram um papelão ridículo.
Essa será mais uma decepção futura. Podem ter certeza disso.
Mas mesmo assim, não ira parar por ai. Haverão outras datas em que predirão o fim do mundo, outras ocasiões em que pessoas irão se reunir esperando o fim (como naquele caso do profeta russo que se escondeu dentro de uma caverna por algumas semanas, até que duas pessoas morreram e tiveram de sair para que o cheiro pútrido não os envenenasse), e mais sensacionalismo movido pelo combustível da credulidade das pessoas (precisamos educar melhor as pessoas), de qualquer jeito, sempre tem pessoas
que se auto-intitulam “profetas” naquelas pequenas igrejas, com as suas previsões que possuem uma elevada taxa de “sucesso” de 0,00000001% e etc.
Iremos abordar aqui essa crença que está vigente em nossa sociedade ocidental (excluindo os orientais e outras sociedades não-ocidentais), que está na mente do povo, amplamente difundida pela mídia sensacionalista, em artigos publicados em sites religiosos apocalípticos, em pregações de pastores (evangélicos, adventistas, TJs, pentecostais, etc), em revistas e jornais pseudo-científicos (que mascaram idéias religiosas com uso de linguagem científica para enganar os seus leitores e levando-os a acreditar que são reais – isso te cheira a Criacionismo?), são divulgados em conversas pessoais, rodas de amigos, fóruns da internet e do Orkut, correntes de emails, em esforços de evangelização (sob a alcunha sutil de “arrependa-se antes que seja tarde demais”), e até mesmo no próprio tecido social herdado das religiões monoteístas e abraâmicas.
Inúmeras vezes, esse tipo de coisa aconteceu nos dois milênios da Era Comum, principalmente entre os cristãos, e não iremos falar deles por ora. Isso ficará para um artigo futuro, em uma abordagem mais direta, pois reconhecemos que o tema é extenso e exige muito trabalho em pesquisa histórica e bibliográfica.
O mais estranho de tudo isso, é a mistura de apocaliptismo cristão com um calendário produzido por uma cultura totalmente diferente, que desapareceu após a chegada dos espanhóis durante os séculos XVI e XVII nas Américas. Uma das razões deste artigo estar na série GMR é justamente a fusão (uma espécie de sincretismo) entre essas duas coisas.
Enfim, vamos refutar esta tremenda bobagem de 2012, usando a lógica e a razão, e com todas as ferramentas científicas às nossas mãos, e dissecar todas as previsões cuidadosamente e mostrar o lado real das coisas. Claro que temos de admitir que, um dia, tudo o que conhecemos em nossas vidas terá o seu fim, que a sociedade como a conhecemos poderá deixar de existir, que a Humanidade será extinta, e que nada sobrará de nos. Pode acontecer hoje, amanhã ou daqui a mil anos. Falaremos disso também, das ameaças mais prováveis à nossa civilização humana. A diferença é que usaremos a lógica e a razão com serenidade, em vez do irracionalismo, credulidade e o fanatismo religioso.

[dissertação/argumentação] Como de fato terminará a historia desde mundo?

Quando nos voltamos para a palavra de Deus, chegamos ao conhecimento de que tanto precisamos. Muitas pessoas têm uma tremenda ansiedade com relação ao futuro e o que nos aguarda; por isso tem buscado na astrologia, na cartomancia, no zodíaco, em búzios e taros  o conhecimento com relação ao futuro. Mas para aqueles que acreditam em Deus e Sua Palavra, não precisam destes artifícios, pois na Bíblia temos as respostas para todas estas perguntas.
O próximo acontecimento na cadeia profética será a gloriosa volta de Jesus (Apocalipse 1:7). Disse Jesus que quando o evangelho fosse pregado a toda criatura, então ele voltaria (Mateus 24:14). Estamos vivendo dias em que a globalização e o avanço tecnológico permitem aos pregadores atingir milhões de pessoas ao mesmo tempo, logo esta tarefa se torna possível.
Quando Cristo aparecer nos céus em glória e majestade, todos os que morreram em Cristo ressuscitaram para receberem sua recompensa (I Tessalonicenses 4:16,17). Nenhuma pessoa que ao longo da história deste mundo se salvou, já recebeu sua recompensa (exceções apresentadas na Bíblia: Elias (II Reis 2), Enoque (Gênesis 5:24) Moisés (Judas 1:9 e Mateus 17:1-3). Isto quer dizer que todos receberão a recompensa só na volta de Jesus. Então todos os salvos irão para os céus e lá reinarão com Cristo mil anos (Apocalipse 20:4). Enquanto isto, todos os ímpios estarão mortos (Apocalipse 20:5)  e Satanás estará aprisionado por uma cadeia de circunstâncias, pois não terá  ninguém a quem tentar (Apocalipse 20:1-3). Logo depois dos mil anos a cidade santa, a nova Jerusalém descerá dos céus (Apocalipse 21:10), então o Diabo será solto, sairá a seduzir todas as nações para invadirem a santa cidade que desceu dos céus, mas enquanto marcham pela superfície, Deus mandará fogo dos céus e destruirá a todos os ímpios, Satanás e aos anjos caídos (Apoc. 20:9,10); este mesmo fogo que destruirá aos inimigos de Deus também purificará esta terra, e aqui será a habitação do povo de Deus para todo o sempre (Isaías 65:17-25).
Pr. Arilton Oliveira

[dissertação/argumentação] - O fim do mundo

Hoje em dia, ler o jornal pela manhã ou consultar as notícias pela internet pode ser uma experiência desagradável para qualquer um. Bombas, terroristas no oriente médio, os ataques de Israel contra Gaza, as enchentes no Brasil, a recessão nos Estados Unidos, a crise econômica mundial, O genocídio em Darfur,as revoltas sociais pipocando pelo planeta. Para milhões de pessoas,esses pequenos fatos dramáticos da vida cotidiana indicam uma tragédia terrível- o fim do mundo.
A boataria sobre o fim do mundo previsto para 2012, baseado no Calendário Maia, está crescendo cada vez mais em popularidade entre as pessoas em geral, em vista da proximidade de data, e também pelo momento atual que estamos atravessando, que estamos atravessando, que tem sido particularmente difícil no mundo graças à crise econômica mundial (devido às politicas irresponsáveis de Bush).
E agora muitos religiosos ficam profetizando que o fim do mundo está chegando, que estamos nos últimos dias, que logo vai ser a hora do Juízo Final, que o retorno de Jesus é eminente, e que a cada dia se veem mais e mais sinais do Apocalipse.
Vocês mesmos já ouviram isso inúmeras vezes em conversas do dia-a-dia, em pregações, já leram varias vezes na internet e em diversas mídias impressas, já assistiram reportagens e documentários sobre o assunto, e alguns de vocês já até acreditaram nessas coisas, e muitos outros nem acreditam nessas bobagens e não levam a sério.
Porém, muitos fins de mundo já foram previstos, profetizados, tiveram as suas datas marcadas, muitas pessoas acreditaram, falou-se muito sobre o assunto, criaram-se inúmeras expectativas, e os dias vieram e passaram, e nada aconteceu, para a decepção geral dos que acreditavam nessas coisas. Acabam caindo em descrédito, e  ainda por cima ficam amargurados com a sensação de que fizeram um papelão ridículo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

[dissertação/argumentação] - O ''fim'' do mundo

"Neutrinos sofrendo mutações? Darwin virou astrofísico?"
Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA). Artigo publicado na "Folha de SP":

No fim de semana passado, o filme "2012", dirigido pelo mestre do cinema-catástrofe Roland Emmerich (de "Independence Day" e "O Dia Depois de Amanhã"), explodiu nas telas mundo afora. Segundo o jornal L.A. Times, o faturamento estimado, só no primeiro fim-de-semana, foi de US$ 225 milhões.

Um dos maiores da história. Por que tanta gente quer ver o mundo acabar?

O casamento entre mitos de fim do mundo -no caso, um texto maia extremamente vago- e o poder dos meios de comunicação parece ser irresistível. O que estamos vendo, em grande escala, é a universalidade do medo. O mesmo que fazia as pessoas tremerem durante a Idade Média ou na cordilheira dos Andes quando surgia um cometa no céu, ou quando ocorria um eclipse total do Sol.

Tanto no passado quanto no presente, os céus estão cheios de deuses; e, pelo jeito, a maioria das pessoas ainda acredita que são eles que determinam se vamos ou não viver. Primeiro, tenho o dever de analisar a base científica do filme. Afinal, como disse um dos personagens, "com todas nossas máquinas e tecnologia, e os maias já haviam previsto isso tudo".

Será? A história começa no fundo de uma mina na Índia, onde cientistas analisam o fluxo de neutrinos vindos do Sol. Até aqui tudo bem, é isso mesmo o que ocorre. Existem vários laboratórios pelo mundo localizados em minas profundas. O maior deles é chamado Super-Kamiokande, no Japão.

Nas cavernas das minas, tubos fotomultiplicadores ultrassensíveis podem acusar a raríssima interação de um neutrino vindo do interior do Sol -uma profusão deles é produzida na fusão de hidrogênio em hélio que gera a energia solar- com moléculas de água em tanques gigantescos. Aliás, cerca de 1 trilhão desses neutrinos solares passa pelo seu corpo por segundo, sem que você se dê conta: por isso, são chamados de "partículas-fantasmas", capazes de atravessar paredes de aço de quilômetros de espessura como se não existissem.

A história fica absurda quando o cientista indiano explica ao americano que, de uns anos para cá, os neutrinos solares sofreram uma mutação e começaram a interagir intensamente com a matéria no interior da Terra.

Neutrinos sofrendo mutações? Feito bactérias? Darwin virou astrofísico? Não só isso, mas esses neutrinos misteriosamente não interagiam conosco ou com navios e aviões, só com o metal no interior da Terra, causando o seu rápido aquecimento. Neutrinos não sofrem mutações.

As estrelas, centenas de bilhões delas só na nossa galáxia, vêm funcionando exatamente do mesmo modo há pelo menos 10 bilhões de anos sem esse tipo de anomalia. Cientificamente, o cenário de 2012 não faz o menor sentido.

Mas, como é um filme e não um documentário, não deveríamos esperar uma ciência precisa; disso, já desisti.

(Por coincidência, escrevi um roteiro junto com um colega no qual o Sol também entra em crise. A diferença é que, no nosso caso, a ciência é bem mais sólida. Infelizmente, os estúdios de Hollywood não parecem estar muito interessados.) O que podemos dizer desse medo apocalíptico para 2012?

Em termos concretos, que é uma fabricação. O Sol passa por ciclos, nos quais sua atividade oscila com um período de 11 anos. No máximo do ciclo, uma maior atividade magnética ocorre, e aumenta o número de manchas solares e de emissão de matéria.

O próximo máximo é esperado para 2011. Ocorrerão algumas tempestades solares e, como é o caso a cada ciclo, algumas serão maiores, outras menores. Espero que as pessoas não confundam fantasia com realidade e entrem em pânico inutilmente.

(Marcelo Gleiser - Folha de SP, 22/11)